Segundo o Guia de Vacinação elaborado pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), em parceria com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a febre amarela, em suas formas mais severas, tem letalidade ao redor de 50%, sendo mais grave em idosos.

A médica geriatra Dra. Maisa Kairalla, presidente da Comissão de Vacinação da SBGG, esclarece que, por se tratar de vacina com base no vírus vivo atenuado, faz-se necessária uma avaliação clínica dos idosos antes da vacinação. “Após os 60 anos de idade, algumas pessoas apresentam queda das defesas do sistema imune (imunossenescência), um processo natural do organismo. Além disso, há aquelas que usam medicações imunossupressoras ou apresentam debilidades graves da saúde, o que reforça a importância de se haver uma avaliação médica prévia”, explica a geriatra.

A especialista esclarece que “caso se trate de um idoso que fica mais em casa ou mora em locais sem ocorrência da febre amarela, a melhor opção pode ser não vacinar”. Nesses casos, como medida de proteção, devem ser usados repelentes, roupas compridas e telas nas janelas para evitar o acesso do mosquito.

Um aspecto que deve ser levado em conta refere-se ao risco de exposição ao vírus. Se o idoso mora em uma das regiões em que há casos relatados da doença, é trabalhador rural ou viajará para área endêmica de febre amarela, a vacina poderá ser indicada após consulta médica. “Nesses casos, o risco de contágio é alto e, então, supera o risco da vacinação”, avalia Maisa.

Vale lembrar que o vírus da própria vacina pode causar uma forma da doença. Há registro de um caso a cada 400 mil doses da vacina. A população idosa é mais suscetível a essa forma, que tem manifestações clínicas similares às da febre amarela. “O risco de um idoso ter esta complicação é maior do que em adultos. Sendo assim, é importante o acompanhamento médico pelos 30 dias seguintes à vacinação”, completa Dra. Maisa.

A vacinação contra a febre amarela está disponível nas unidades básicas de saúde ou na rede privada.

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Fonte: GERIATRIA – GUIA DE VACINAÇÃO 
SBIm (Sociedade Brasileira de Imunologia)
SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia).

Segundo o Ministério da Saúde, não devem ser vacinadas apenas as pessoas que vivem ou que vão se deslocar para as chamadas áreas de risco. Considera-se o Brasil inteiro, como potencialmente, um risco da doença.

Dr. Roberto Florim 

• Infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas
• Diretor do Centro de Vacinação Vacinar

www.vacinar.com.br